Biblioteca - Textos para Discussão
As mudanças, nos processos ou métodos de ensino não podem ser implantadas, como se fossem um decreto. A partir de hoje vai valer isto; ou a partir de hoje vamos seguir essa linha de pensamento teórico.
A realidade escolar, nos tem mostrado que, toda mudança gera uma resistência muito grande, maior por parte dos professores do que por parte dos alunos.
Quando estudantes, recebíamos as orientações para fazer isto ou aquilo.
Parece que está enraizado em nós, esta dependência de orientação e a necessidade de ter as regras claras e os passos que devemos seguir. Por isso um livro que apresenta "receitas prontas" ou dicas de como devemos organizar nos material didático para uma aula, consegue vender uma tiragem elevada. Não existem "receitas prontas" quando se trata de uma situação de ensino aprendizagem. O que existe é uma variedade de experiências individuais, que se adaptam bem a uma turma ou a uma escola e quando, levadas a uma outra realidade escolar, não "funcionam".
Precisamos ter a coragem de começar, tirando o medo do novo.
As mudanças não precisam, nem devem ser radicais. A experimentação e a avaliação constante de uma prática, dirão se esta prática é válida ou não. A seguir, sugiro em forma de itens, algumas discussões que podem ser realizadas e que certamente, não implicam em seguir uma linha de pensamento.
Deixe seu Comentário: escola@previdencia.gov.br
Lendo o texto voltei ao tempo em que fiz o antigo curso normal. Nossa professora de Didática Geral contava a história da professora que entregando para a criança uma folha de papel com o desenho de uma flor direcionava a pintura da mesma com o famoso verde das "folhinhas" e o vermelho das "pétalas", de forma que a criatividade e o prazer de aprender foram pouco a pouco dormindo no pesadelo da inércia do pensar.
Creio que a maioria dos professores conhece esta ilustração e de uma forma ou de outra partimos em busca de metodologias múltiplas que se adequassem às nossas realidades dentro da sala de aula. O prazer das descobertas nem sempre do novo, muitas vezes do evidente, porém oculto, fazia com que sentíssemos imensa gratificação não só em ensinar, mas também no aprender, uma vez que no processo ensino-aprendizagem a interação é fundamental, dentro do meu ponto de vista.
Trabalhei no ensino fundamental com crianças e também na educação de adultos e pude perceber uma resistência às novidades no que concerne à educação muito mais no mestre do que no aprendiz. Talvez o temor de errar, a frustração de não se atingir o objetivo proposto tenha nos tolhido na experimentação de novas técnicas.
O tempo escasso para o estudo aliado, em contrapartida, à rapidez das mudanças no trabalho, no mundo, na sociedade em geral, que ensejava uma reestruturação no pensar e agir do professor, desencadeou um processo de resistência ao novo e aberta a possibilidade de receber "receitas educacionais de sucesso" quer vindas do exterior ou a versão latina,permitiu , entre outros tantos fatores, uma acomodação tal qual da menina que esperava da professora a ordem para pintar a flor na cor que a mesma determinasse,na improdutiva tentativa de uniformizar o processo educacional no âmbito nacional.
Levar em consideração as diferenças não só regionais, mas também as individuais tornam o processo ensino-aprendizagem muito mais rico, receptivo, interativo, alegre.
Durante muitos anos os previdenciários recebiam Ordens de Serviço que lidas e interpretadas sob a ótica de cada região disseminavam procedimentos diferenciados, solicitações de documentos desnecessários, exigências não escritas, mas solidificadas pela prática arbitrária do "eu acho". Uma miscelânea.
Pouco a pouco a Previdência veio investindo em ações educativas no sentido de uniformizar as rotinas dos atos normativos, sem, no entanto, observar as diferenças do seu público alvo bem como do corpo de funcionários pertencentes à casa.
A inovação, de uma forma ou de outra, trará a resistência, mas também aguçará a curiosidade. O homem inevitavelmente é impelido em direção à luz e diante dela, nas suas "n" tonalidades, vai criando novas e novas perspectivas extraindo, reavaliando e experimentando novos caminhos que não se findam, mas se reiniciam a cada passo no processo de ensino-aprendizagem. Surge uma nova ilustração, o Mito da Caverna de Platão.
O novo nos amedronta, mas nos impulsiona. A inércia do estado primitivo diante do novo dá lugar ao movimento que transcende o momento inicial e o aprendiz vai se fazendo mestre e o mestre aprendiz ambos no caminho do saber,em direção à luz do inovador em contraste reflexivo com o passado mais escuro, use-se a alegoria.
O movimento do mundo, sua mutabilidade constante, quer de pensamento, de cores, de formas, de saberes, etc... podem nos amedrontar diante do desconhecido, porém não nos imobiliza , ao contrário, impulsiona pela necessidade de construir nova vivência para sobreviver às mudanças que quer queira ou não estão diante de nossos olhos.
Autor: Maria Cristina Ribeiro de Santana
APE/RJ
APS Barreto Niterói
Concordo inteiramente com a linha de raciocínio desenvolvida e defendida no texto. Aliás, sou adepto da possibilidade sempre permanente de mudança. É imperioso que nos aliemos ao novo. Como podemos construir algo melhor para as gerações futuras, se temor resistência ao processo de mudanças?
Autor: Maria Cristina Ribeiro de SantanaJosé Antonio
APS Barreto Niterói




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