Biblioteca - Publicações dos Servidores/Empregados - Reabilitação profissional: paradigmas a serem transformados
Sempre que iniciamos um novo trabalho, temos expectativas a serem cumpridas e padrões a serem transformados. Em nosso trabalho com o Reabilita não foi diferente: em cidades pequenas como a nossa enfrentamos dificuldades, descasos e preconceitos.
Temos por objetivo transformar a inércia em movimento, ou seja, fazer um trabalho buscando a excelência no servir. Para isso nosso foco visa:
- fazer uma avaliação biopsicosocial do nosso acidentado levando-os a terem segurança quanto ao seu processo de reabilitação, acolhendo suas incertezas e anseios e clareando o seu saber perante os seus direitos e deveres, mostrando-lhes que sua relativa incapacidade não pode se sobrepor a sua integridade funcional;
- amparar as empresas como meio facilitador do processo, promovendo palestras e acompanhando seus colaboradores no processo de reabilitação;
- buscar parcerias que venham aprimorar o nosso trabalho.
Observamos que diminuiu o tempo de permanência dos segurados em percepção de benefício e que aumentou o número de benefícios de auxílio doença previdenciário transformados em auxílio doença acidentário ( 6 casos nesse período ).
De 49 casos de acidente do trabalho que passaram pelo Reabilita (de 11/04 a 07/07) tivemos apenas 16 reabilitados, 05 aposentados e 02 em processo de protetização. A maioria foi desligada do programa e muitos acham-se ainda em percepção de benefício. Este fato deve-se a vários fatores:
pouca escolaridade dos segurados, empresas de pequeno porte, casos que aguardam cirurgia, resistência ao programa por parte do segurado e/ou da empresa;
de empresas que recusam-se a cumprir o programa, esquivando-se da responsabilidade para com o seu colaborador;
do próprio segurado que muitas vezes acaba se achando deficiente, inferior.
com o Ministério do Trabalho, promovendo palestras às empresas sobre o programa Reabilita;
com o Centro Profissionalizante Municipal que fornece cursos para os reabilitandos que necessitam ou que têm interesse em se profissionalizar;
com o Núcleo de Gestão Assistencial que nos dá amparo quando necessitamos de avaliações específicas nas áreas de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Psicoterapia;
com a Vigilância Sanitária na fiscalização das empresas e na criação do CEREST da micro região de Itapetininga.
Concluímos que o Reabilita, vem apresentando grandes avanços em nossa região: tivemos maior comprometimento das empresas, maior compreensão do segurado frente a sua nova realidade e apoio da sociedade, que hoje dispõe de um novo e efetivo serviço na Previdência Social.
Em termos gerais, estamos em um processo inacabado: temos que repensar as Leis, capacitar peritos e orientadores, uniformizar informações (CID- 10 e CIF), acolher empresas e auxiliar nossos acidentados promovendo assim a humanização do programa e restituindo-lhes a estima pública e particular anteriormente perdida.




